Diferença entre Intolerância a lactose e APLV


Olá povo lindo!!!!

Hoje vou falar um pouco mais sobre intolerância à lactose. Já tinha comentando aqui que Ester é intolerante a lactose. Agora vou contar para vocês como descobrimos e quais os cuidados que foram tomados para cuidar dela.

Vamos entender a diferença entre intolerância e alergia a leite. 
Alergia ao leite como um todo não existe. O que acontece é uma reação alérgica a proteína do leite. O correto é Alergia a proteína do leite de vaca ou APLV.

1. O que é?
Intolerância: Dificuldade do organismo em digerir e absorver o açúcar do leite (lactose)devido à diminuição ou ausência de lactase (enzima que digere a lactose).

APLV: Reação do sistema imunológico à(s)proteína(s) do leite de vaca


2. Com que idade é mais comum aparecer?

Intolerância: É mais comum em adultos e idosos do que em crianças. Também pode ser uma consequência, às vezes temporária, em casos de diarreia prolongada ou doenças inflamatórias intestinais.

APLV: Muito mais comum em crianças, especialmente em bebês. Adultos raramente têm alergia à proteína do leite de vaca.

3. Quais os principais sintomas?

Intolerância: Apenas intestinais: Diarreia, cólicas, gases, distensão abdominal (barriga estufada). Podem ocorrer em minutos ou horas após a ingestão do leite de vaca.

APLV: Um ou mais dos seguintes sintomas: digestivos (vômitos, cólicas, diarreia, dor abdominal, prisão de ventre, presença de sangue nas fezes, refluxo, etc.), cutâneos (urticária, dermatite atópica de moderada a grave), respiratórios (asma, chiado no peito e rinite), reação anafilática, baixo ganho de peso e crescimento. Podem ocorrer em minutos, horas ou dias após a ingestão de leite de vaca ou derivados, de forma persistente ou repetitiva.

 4.Como é feito o diagnóstico?

Intolerância: Pelo médico, por meio da observação dos sintomas associado à ingestão do alimento com lactose. Em alguns casos são solicitados exames específicos.

APLV: Pelo médico. Inicia-se pela história clínica, associando os sintomas à ingestão do alimento suspeito. Alguns exames podem ajudar, mas o diagnóstico é confirmado apenas quando há remissão dos sintomas durante a dieta isenta das proteínas do leite e retorno após o Teste de Provocação Oral. Esse teste consiste em reintroduzir o leite em pequenas e progressivas doses e deve ser realizado na presença do médico.

5. A mãe pode continuar amamentando?

Intolerância: SIM. O leite materno deve ser sempre o principal alimento oferecido ao bebê. É muito raro ocorrer intolerância à lactose durante o aleitamento materno, pois apesar do leite materno ser rico em lactose ele possui agentes facilitadores que auxiliam sua digestão.

APLV: SIM, e DEVE. Neste caso, a mãe que amamenta deve seguir uma dieta especial isenta de leite, derivados e alimentos que possuem as proteínas do leite, sempre sob a orientação de um médico e/ou nutricionista.

6. O bebê precisa de alguma dieta especial caso não esteja mais mamando?

Intolerância: SIM, mas o tratamento da IL é dose-dependente, ou seja, o aparecimento dos sintomas depende da quantidade de lactose ingerida. Não é necessário fazer a exclusão total de leite e derivados na dieta, apenas definir quanto o indivíduo consegue tolerar. Algumas pessoas conseguem consumir derivados de leite sem apresentar sintomas, uma vez que eles possuem menos lactose que o leite.

APLV: SIM. É necessário retirar o leite de vaca e seus derivados da dieta, além de todos os alimentos preparados com as proteínas do leite. ATENÇÃO aos alimentos industrializados, que podem conter leite ou ingredientes derivados (como, por exemplo, caseína, caseinato, soro do leite ou proteínas do soro).

Entendido a diferença vamos falar um pouco do nosso caso.

Os sintomas de Ester começaram assim que chegamos em casa. Esses eram alguns:

  • Ela não conseguia dormir.

  • Acordava sufocada sem conseguir respirar, ficava roxa (eu quase morria de medo). 

  • Quando mamava dava para ouvir a barriguinha dela borbulhar como uma panela de pressão. 
  • Sentia muita cólica, nada aliviava, eram horas de puro desespero aqui em casa. Nas maiores crises ela jogava o corpo para traz.
  • Tinha vários episódios de soluço durante o dia.
  • Assadura na região anal.
Sempre relatava todos esses sintomas ao pediatra que dizia ser normal. Comecei a procurar na internet ajuda para saber o que estava acontecendo. Fui para o google (salvador das mães desesperadas) onde descobri o que ela tinha. Intolerância a lactose. Mas aí me perguntei: Como isso se ela só mama peito? Achei novamente a resposta. Tudo que eu como vai para ela através do leite.

Troquei de pediatra que logo quando falei os primeiros sintomas já foi dizendo mãe sua filha tem refluxo vamos fazer um exame para identificar o grau e começar a tratar. Pois bem, lá fui eu como um bebê de apenas dois meses fazer cintilografia (um exame que verifica o esvaziamento do estomago) e para me deixar ainda mais preocupada ela precisava tomar um contraste. Mas foi tudo bem no exame e o resultado mostrou que ela tinha mesmo refluxo de grau III. Começamos o tratamento mas em nada adiantava na melhora dos sintomas.

Não sabia mais o que fazer para que ela melhorasse. Já tinha tirado o leite da minha dieta, o tratamento do refluxo também estava indo corretamente. Um dia parei para ler a bula do meu anticoncepcional, pois estava aí o vilão, ele tem lactose como uma das substâncias na sua composição. Depois de algumas semanas sem nada de leite no meu organismo ela foi melhorando aos poucos.

Não oferecemos nada que contenha leite para ela. Vamos continuar assim até o pediatra falar que tá na hora.

Ainda não posso tomar um Sunday do Bob’s mas ao poucos tô voltando a comer leite. Até porque ela tem mamado cada dia menos (acho que o desmame está próximo).

Acho que essa intolerância ainda vai nos acompanhar por um tempo. Mas graças a Deus não está sendo uma companhia tão ruim quanto foi no ínicio.

Espero que meu relato ajude alguma mamãe que esteja perdida nem mundo de restrições alimentares. 

Beijos e espero vocês no próximo post!

Fonte da pesquisa: Alergia à proteína do leite de vaca

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9 comentários:

  1. Parabéns amiga!
    Nos,mamães de intolentes a lactose precisamos de depoimentos assim!
    Bjs!

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    1. Obrigada Sabrina! Realmente a mamães de intolerantes assim como a gente sempre precisa de ajuda.

      Beijos

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  3. Olá! Adorei o post, muitas pessoas não sabem a diferença. Ah e obrigada pela visita, também adorei o seu blog. Um super beijo.

    www.geysseveras.com.br

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    1. Obrigada pela retribuição da visita. Sempre farei uma visitinha.

      Beijos

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  4. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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  5. Parabéns Josi, linda materia e ajuda muita gente!

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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